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- Reencarnação e o paradigma espírita da progressão das ideias
por Saulo Monteiro “A lei dos renascimentos explica e completa o princípio da imortalidade. A evolução do ser indica um plano e um fim. Esse fim, que é a perfeição, não pode realizar-se em uma única existência, por mais longa que seja. Devemos ver na pluralidade das vidas da alma a condição necessária de sua educação e de seus progressos”. (DENIS, 2011, 181) Sabemos que a Doutrina Espírita está apoiada na ideia da imortalidade da alma. Allan Kardec dedicou-se à sistematização de uma Filosofia que tem como ponto de partida a noção de que a vida nunca acaba e isso pode ser atestado por aquilo que o codificador chamou de controle universal do ensino dos espíritos. Me explico: se um morto está se comunicando e traz informações confirmáveis, como em vários casos relatados na Revista Espírita e em O céu e o inferno; se essas informações podem ser ratificadas por outras almas já libertas, através de diversos médiuns em localidades distintas, temos aí um método que nos permite afirmar que os ensinos advêm de uma fonte não humana. Essa é a pedra fundadora do Espiritismo. No entanto, esses ensinos espíritas confirmados, avançaram, ainda em Kardec, trazendo-nos outros importantes pilares ao Espiritismo. Um dos mais importantes e centrais é a antiga transmigração progressiva, mais comumente denominada reencarnação. Para Léon Denis, como vimos na epígrafe acima, a oportunidade de progresso apoiada na multiplicidade da vida é o complemento da ideia fundadora de nossa Doutrina. A mesma ideia se exprime de modo mais completo aqui: “A reencarnação, confirmada pelas vozes de além-túmulo, é a única forma racional, sob a qual se possa admitir a reparação dos erros cometidos e a evolução gradual dos seres. Sem ela, não vemos, em absoluto, sanção moral satisfatória e completa, nem a possibilidade de concebermos um Ser que governe o Universo com justiça”. (DENIS, 2011, 182) Veja bem: se somos imortais e perfectíveis, como alcançar todo o conhecimento e avançar nas conquistas morais em uma breve vida de alguns anos? Não seria possível! Portanto, imortalidade e reencarnação são a dupla conceitual explicativa da romagem humana na visão espírita da vida. Temos um início, mas não acabaremos; ao contrário: progrediremos perpetuamente em uma viagem na direção do(a) Criador(a) e a estrada a percorrer tem o nome de reencarnação. Mas na última citação do Mestre de Tours, acima, há algo aparentemente problemático em termos de método. De que forma o Espiritismo chegou à reencarnação? Pelos Espíritos, via revelação! Em Kardec ela não é exatamente fruto de um método, como no caso da imortalidade. Não houve tempo para que ele pudesse observar mais de perto casos que sugerissem esse ensino, a não ser a checagem, é claro, entre médiuns e autores espirituais da informação em si. Não nos parece que ser a reencarnação fruto de uma revelação é propriamente um problema, mas sim um ótimo exemplo de como a Doutrina Espírita é progressiva, ou seja, não está pronta e acabada, não se encerra em um único livro ou autor, já que acompanha o progresso das coisas e é absolutamente influenciada pela ciência e por cada tempo histórico. No entanto sobra, para a Ciência espírita, uma tarefa: a comprovação pela experimentação. Por isso talvez, no livro O problema do ser e do destino, em que estamos preferencialmente mergulhados nessa análise, Denis reserva longas páginas para aquilo que ele chamou de “Prova experimentais das vidas sucessivas”, já que os pressupostos espíritas não se satisfazem em seguir uma lógica revelatória, mas vai mais além: procura constatar empiricamente e se abre às análises da ciência acadêmica sempre que questionada. A meu ver, vivemos no Espiritismo brasileiro uma crise de método de aquisição do conhecimento espírita. De um lado estão aqueles que entenderam que em Kardec está tudo o de que precisamos saber. Erram por ortodoxia. De outro lado os que aceitam toda e qualquer informação mediúnica por verdade. Erram por idolatria. Léon Denis não fez parte desses extremos, esteve sempre no campo do equilíbrio e por isso pode entender que a reencarnação estava presente em Kardec pela lógica, mas que para ser fiel ao próprio filho de Lyon precisava das confirmações experimentais. Abaixo pretendo reunir os dois principais argumentos materiais dos cientistas que puderam checar experimentalmente a reencarnação e que são lidos e/ou citados por Léon Denis, que conseguiu uma ótima síntese do que na Europa da virada do século XXI para o XX se produzia sobre o tema: a) Renovação da memória (ou regressão de memória ou lembranças de vidas passadas): essa é uma das mais interessantes áreas de pesquisa psíquica, para a qual Kardec certamente teria contribuído se houvesse tempo para maior observação do fenômeno. À época de Denis alguns brilhantes experimentadores, quase todos professores universitários e alguns materialistas, se dedicaram ao tema direta ou indiretamente[1]: Albert de Rochas, com seu central A exteriorização da sensibilidade; Th.. Ribot, em Doenças de memória; Frederic Myers, no livro A personalidade humana; Gilbert-Ballet, do Hospital de Paris, nos Anais das ciências psíquicas de 1906; Pierre Janet, o famoso professor da Sorbone, no seu O automatismo psicológico. Há também um sem número de exercícios de regressão de memória relatados em Congressos científicos, alguns com status de primeiras experiências, como as que os espíritas da Catalunha, na Espanha, relataram no Congresso espírita de Paris, em 1900 e que foi publicado em relatório oficial conforme cita Léon Denis: “Tendo sido o médium profundamente adormecido, por meio de passes magnéticos, Fernandez Colavida, presidente do grupo de Estudos Psíquicos de Barcelona, determinou-lhe que dissesse o que fizera na véspera, na antevéspera, uma semana, um mês, um ano antes, e, sucessivamente, fê-lo retornar à infância, que este descreveu com todos os detalhes. Sempre orientado pela mesma vontade, o médium relatou sua vida no Espaço, a morte em sua última encarnação e, continuamente estimulado, chegou até quatro encarnações, a mais antiga das quais foi uma existência completamente selvagem. A cada existência, os traços do médium mudavam de expressão. Para reconduzi-lo a seu estado habitual, fizeram-no voltar gradualmente até sua existência atual, em seguida, despertaram-no”.(DENIS, 2011, 217) Como podemos ver, Denis e os clássicos espíritas fazem algo fantástico para os tempos de hoje: vão ao encontro experimental daquilo que o próprio Kardec preferiu preservar na condição de um dogma. Não no sentido da indiscutibilidade, claro, mas fica como uma teoria a se confirmar. Vocês percebem essa virtude no codificador? Mesmo aquilo que passa por um método de conferência da informação espiritual, fica numa espécie de limbo aguardando que no mínimo um empirismo a experimente e confirme. Foi por tudo isso que Denis teve o cuidado de fazer uma revisão bibliográfica sobre o tema reencarnação que não perde em nada para uma tese de doutorado contemporânea. Seu objetivo me parece ter sido demonstrar aquilo que era uma tese, uma tese bem lógica, mas uma tese. Para não cansá-los(as) nesse artigo que já está grande, evito trazer para cá muitas citações, mas vale a pena conferir a quantidade e a diversidade de experiências que tão antes da propagação desse tipo de técnica, já estava relatada em Léon Denis, aliás o seu O problema do ser e do destino é um monumento espírita quase abandonado, onde ele conclui: “Vê-se que a doutrina das vidas sucessivas, ensinada pelas grandes escolas filosóficas do passado e, hoje em dia, pelo espiritualismo kardecista, recebe, através dos trabalhos dos estudiosos e dos pesquisadores, tanto de forma direta quanto indireta, novas e numerosas complementações. Graças à experimentação, as profundezas mais ocultas da alma humana se entreabrem e nossa própria história parece reconstituir-se, do mesmo modo que a geologia pôde reconstituir a história do globo, examinando suas poderosas bases”.(DENIS, 2011, 240) Modernamente esses estudos transbordaram do meio espírita para a paranormalidade e depois para a psicologia e psiquiatria. O melhor exemplo de seriedade sobre esses estudos no campo da ciência oficial e que muito contribuem para demonstrar o pioneirismo de Denis e seus pares é o do professor Ian Stevenson, da Universidade da Virgínia que depois de anos de pesquisa lança, em 1966, o seu estrondoso Vinte casos sugestivos de reencarnação. Com essa obra e as centenas de artigos em revistas sérias que seguem publicando os discípulos de Stevenson, podemos dizer com mais veemência que Denis no trecho acima: temos a validação desse importante componente conceitual espírita que é a reencarnação. Ele sai do campo da fé, da crença, para a estrutura racional de um pensamento sólido sobre aquilo que somos – almas em progressivas transmigrações. Não nos contentemos com objetos de fé no campo do Espiritismo, mas caminhemos sempre junto à ciência, procurando as validações que nos salvam da ortodoxia e da idolatria. b) As crianças-prodígio e a hereditariedade: essa é uma outra faceta argumentativa forte da tese da reencarnação. Apesar de não ser um regra (a regra é justamente o esquecimento do passado) como explicaríamos sem a reencarnação esses casos extraordinários de crianças geniais ainda na primeira infância? Como poderia Mozart aos quatro anos de idade executar uma sonata ao piano? Denis traz a hipótese espírita: “Os fenômenos deste gênero, registrados pela História, não podem ser fatos soltos, sem-ligação com o passado, produzindo-se ao acaso, no vazio dos tempos e do espaço. Eles demonstram, ao contrário, que o princípio organizador da vida em nós é um ser que chega a este mundo com todo um passado de trabalho e de evolução, resultado de um plano traçado e de um objetivo perseguido, ao longo de suas existências sucessivas. Cada encarnação encontra, na alma que reedita sua vida, uma cultura particular, aptidões, aquisições mentais, que explicam sua facilidade de trabalho e poder de assimilação. É por isso que Platão dizia: “Aprender é recordar-se”!” (DENIS, 2011, 262) Mas como no caso das recordações de vidas passadas, Denis não se contenta com a apresentação de casos da literatura universal, que por sinal são muitos e um mais espantoso do que o outro. Ele vai além; busca aquilo que se estava estudando acerca do assunto nos arraiais acadêmicos. Encontramos dezenas de citações reunidas e muito convincentes. Para nossa degustação, destaco a apresentação do professor e fisiologista Charles Richet (que não era espírita), que ganharia em 1913 um Nobel de Medicina, no Congresso de Psicologia de Paris, em 1900, ao qual ele simplesmente levou um menino de 3 anos que estava sob sua observação e pesquisa. Diz Richet citado por Léon Denis[2]: “(...)Em pouco tempo, tornou-se suficientemente hábil para, em 4 de dezembro de 1899, isto é, sem ainda ter completado três anos, tocar diante de um auditório bem numeroso de críticos e de músicos; em 26 de dezembro, com três anos e doze dias, tocou no Palácio Real de Madri, diante do rei e da rainha-mãe, seis composições que criara e que foram bem apreciadas. Ele não sabe ler, nem música, nem alfabeto; não tem talento especial para o desenho, mas, às vezes, diverte-se escrevendo árias musicais. É claro que o que escreve não tem sentido algum. Entretanto, é muito engraçado vê-lo pegar um pedacinho de papel, fazer, na parte de cima deste, um rabisco (que parece significar a natureza da peça: sonata, habanera ou valsa, etc.), depois, abaixo, escrever linhas pretas que ele afirma serem notas. Ele olha aquele papel satisfeito, põe-no sobre o piano e diz: “Vou tocar isto”. E, de fato, com aquele papelzinho tosco diante dos olhos, improvisa de maneira surpreendente”. Tanto Richet quanto outros numerosos estudiosos não espíritas do tema, reportam essa genialidade não à hereditariedade, uma vez que boa parte desses gênios não têm em família suporte cultural nem educacional de onde tirar tamanho talento. No caso citado acima, o cérebro físico nem o mínimo poderia oferecer, já que nem alfabetizada a criança era. Apesar de ainda haver caminhos a se percorrer acerca desse tema tão interdisciplinar, fica mais uma vez demonstrado pelo interesse da ciência formal, que não são especulativas ou baseadas em crenças, as desconfianças espíritas de que o prodígio intelectual dessas crianças têm gênese no acúmulo de conhecimento que a reencarnação propicia. À guisa de conclusão, reforçamos o ecletismo de Léon Denis. Sem que o achemos infalível, o que nem vem ao caso sobre a Terra, é preciso reconhecer que ninguém fez como ele. Denis produziu muito e com uma estética marcante; escreveu romances, artigos, discursos; deu a mesma atenção e vigor tanto à Filosofia quanto à Ciência. O mestre de Tours não cometeu o deslize de tantos outros, que enviesaram seu olhar sobre um único aspecto da Doutrina Espírita. Em verdade quem faz ciência ou filosofia de modo exclusivo, acaba por não fazer Espiritismo. Léon Denis sabia disso e tinha o discernimento kardequiano de que isoladas, as diversas áreas do pensamento espírita se diluiriam. Nosso esforço foi demonstrar com o exemplo da reencarnação, essa premissa de Allan Kardec de que as ideias espíritas progridem. É preciso um novo Espiritismo, um Espiritismo de reunião, sem isolamentos, ortodoxias ou idolatrias, mas com teses sempre em experimentação, sem crenças preconcebidas. Isso é, para nós, a fé raciocinada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DENIS, Léon. O problema do ser e do destino [tradução de Homero de Carvalho]. 1ª edição. Rio de Janeiro: CELD, 2011 KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos [tradução de Guillon Ribeiro]. 93ª edição. Rio de Janeiro: FEB, 1944 STEVENSON, Ian. Vinte casos sugestivos de reencarnação. [tradução de Marcelo Cesar]. 1ª edição. São Paulo: Vida e consciência, 2010 [1] Alguns títulos foram livremente traduzidos para o português. Para detalhes, ver capítulo 14, segunda parte de O problema do ser e do destino. [2] Caso originalmente publicado e estudado nos Anais das ciências psíquicas em abril de 1908, página 98
- Espiritismo é religião? O que é o Espiritismo?
por Bruno Lins Quintanilha Artigo para o projeto Léondenisonline, dezembro, 2021 – Disponível em: https://www.leondenisonline.com/nossoblog Republicado em Reformador de abril de 2022. O Espiritismo é uma religião? Antes de responder a esta pergunta é necessário definirmos o que entendemos por religião. Sempre que utilizamos alguma palavra é muito importante que façamos uma definição clara e objetiva do significado que damos a ela, como a entendemos, porque muitos termos são polissêmicos, ou seja, possuem mais de um significado dependendo da situação em que são utilizados ou mesmo da pessoa que os utiliza. Por exemplo, quando menciono o termo manga, posso estar me referindo à fruta, mas também posso estar me referindo a uma parte específica de uma roupa. Quando menciono o termo vela, posso estar me referindo à vela de um barco, a uma modalidade esportiva ou ao objeto feito de cera composto por um pavio que acendo com uma chama e serve para iluminar ambientes escuros. Inclusive, muitos dos nossos problemas de relacionamento – profissionais, com amigos, com família ou românticos – surgem a partir de mal-entendidos que se originam em falhas de comunicação, onde não expressamos com exatidão o que sentimos ou pensamos e, dessa forma, as pessoas têm maior dificuldade em interpretar e compreender nossas ideias. Sendo assim, quanto mais pudermos ser objetivos, claros e sintéticos em nossos discursos ou falas, melhor a comunicação e mais chances de expressarmos com exatidão o que sentimos e pensamos e não sermos mal interpretados ou mal-entendidos. Uma dica de leitura para nos ajudar a lidar melhor com esse processo de comunicação, troca, diálogo, expressão de ideias e emoções, é a obra Comunicação Não Violenta, de Marshall Rosenberg (2006)[1]. O fato é que considero o termo religião polissêmico, ou seja, como possuindo mais de um significado possível. Uma primeira possibilidade de significado é considerar a religião como uma instituição criada por seres humanos, datada historicamente e localizada geograficamente, que pode vir a ter um conjunto de regras, sacerdócio, hierarquia, lógica geralmente verticalizada, dogmas (princípios de fé não passíveis de questionamento ou crítica) e, frequentemente, projetos de hegemonia ou de poder material de caráter político ou até mesmo econômico. A impressão que tenho é que no imaginário popular, quando menciono o termo “religião”, é isso que enumeramos aqui que vem à mente de grande parte das pessoas. Sob esse aspecto, o Espiritismo não é, em sua essência e proposta original, de forma nenhuma, religião. Uma segunda possibilidade de significado para o termo religião é considerá-la enquanto um sentimento, uma forma de conexão interior e particular do ser humano com uma força maior, com o sagrado, com Deus, independentemente de instituições, regras fechadas ou lugares. Léon Denis, por exemplo, segue nessa linha de pensamento e afirma, em O Problema do Ser, do Destino e da Dor, capítulo 1, que “a Religião é o esforço da Humanidade para se comunicar com a Essência eterna e divina.". Já na obra Depois da Morte, também no capítulo 1, o mesmo autor declara que "A verdadeira religião é um sentimento; é no coração humano, e não nas formas ou manifestações exteriores, que está o melhor templo do Eterno.”. Ainda no capítulo 1 da mesma obra, Denis recorre à etimologia do termo religião, que significaria uma espécie de religação, de conexão entre os seres humanos e a divindade. Sob esse aspecto, em minha opinião, o Espiritismo poderia ser considerado uma religião. Entretanto, o fato é que quando falamos em religião, as pessoas misturam ambas essas acepções e cada um tem uma percepção muito particular do termo e de sua significação segundo suas próprias experiências de vida, cultura e subjetividades. Sendo assim, me parece que por essa polissemia e confusão em torno do termo é que Kardec aparenta desviar-se constantemente de afirmar o Espiritismo enquanto religião, pois em grande parte das vezes, quando esse termo é mencionado há a associação com templos, regras, hierarquias, verticalidade, dogmas, poder material, etc, e não apenas com um sentimento livre a autônomo de conectividade com algo superior. Particularmente, enxergo o Espiritismo enquanto um campo do conhecimento e uma doutrina (aberta, progressiva, dinâmica), ou seja, um conjunto sistematizado de ideias e de valores. O Espiritismo não surge da fé religiosa – muito embora não trabalhe contra ela e até a estimule a seu modo. O Espiritismo surge da investigação de fenômenos (mesas girantes, ruídos, comunicação dos mortos) que sempre ocorreram na história da humanidade mas que, no século XIX, estavam acontecendo sistematicamente[2] em alguns lugares e, até então, ninguém conseguia explicar de forma satisfatória. Essa investigação da comunicação dos mortos e sua intervenção no mundo material utilizou elementos de ciência, como um método, a construção de teorias, hipóteses, de verificação e, ao mesmo tempo, a investigação desses fenômenos também utilizou-se de pensamento filosófico, na medida em que travando contato com Espíritos através de médiuns, efetuaram-se uma série de questões que o ser humano sempre se fez (porque estamos aqui, quem somos, de onde viemos, para onde vamos, etc). A partir dessa pesquisa em que se utilizaram elementos de ciência e filosofia, construiu-se todo um sistema de ideias e valores, com alto poder explicativo, com uma ética, um conjunto de valores potente, e com um forte componente consolador, de esperança, mas também de ação social na busca da construção de um mundo mais justo e fraterno. Por fim, o Espiritismo enquanto doutrina estimula o despertar de fé e de uma religiosidade independente de instituições e de pessoas, uma religiosidade autônoma, aberta, humanista e humanizante, de uma conexão direta entre Criador e criatura. Allan Kardec definia o Espiritismo, no preâmbulo da obra “O que é o Espiritismo”, da seguinte forma: “O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.” Num esforço imperfeito de síntese para a atualidade, eu me atrevo a classificar o Espiritismo na seguinte frase: doutrina, sistema de ideias com elementos de ciência e filosofia, com uma dimensão ética e com potencial para despertar e alimentar fé e religiosidade autônomas e abertas. Além disso, também gosto de ver o Espiritismo enquanto lente, enquanto uma espécie de óculos que nos ajuda a olhar para o mundo e interpretá-lo um pouquinho mais a fundo, a partir de um paradigma espiritualista, ou seja, de uma lógica que leva em consideração que a vida não termina com a morte do corpo físico. Os conceitos centrais do Espiritismo (mediunidade, Espírito, Deus, evolução e reencarnação)[3] e a sua ética (pautada em valores como altruísmo, empatia, respeito e não violência) nos conferem instrumentos a mais de explicação e de análise acerca de vários fenômenos e processos, nos permitem tentar avançar um pouquinho mais na explicação e compreensão de uma série de coisas que sem esses conceitos e valores permanecem inexplicados. Além disso, é importante observar que o Espiritismo não inventa nenhuma ideia nova, mas apenas tenta reelaborar ideias muito antigas da humanidade sob uma perspectiva moderna (falamos aqui do século XIX). O próprio Kardec tinha ciência disso quando afirma no item 104 do livro O que é o Espiritismo que “O Espiritismo ensina poucas verdades absolutamente novas, ou mesmo nenhuma, (...)”. E para agregarmos mais materiais sobre nossa reflexão acerca do Espiritismo, avalio como importante um trecho do livro Viagem Espírita em 1862 e outras viagens de Kardec, editado pela FEB. No capítulo referente a Viagem Espírita em 1861, em um Discurso de Allan Kardec durante o banquete que lhe foi oferecido em Lyon, ele afirma o seguinte a respeito do Espiritismo: é uma Doutrina puramente moral, que absolutamente não se ocupa dos dogmas e deixa a cada um inteira liberdade de suas crenças, pois não impõe nenhuma. E a prova disto é que tem aderentes em todas, entre os mais fervorosos católicos, como entre os protestantes, os judeus e os muçulmanos. O Espiritismo repousa sobre a possibilidade de comunicação com o mundo invisível, isto é, com as almas. Ora, como os judeus, os protestantes e os muçulmanos têm almas como nós, o que significa que podem comunicar-se tanto com eles quanto conosco, e que, conseguintemente, eles podem ser espíritas como nós. Não é uma seita política, como não se trata de uma seita religiosa; é a constatação de um fato que não pertence mais a um partido do que a eletricidade e as estradas de ferro; é, insisto, uma doutrina moral, e a moral está em todas as religiões, em todos os partidos. (KARDEC, 2005, p. 194) Neste trecho, Kardec aponta o Espiritismo enquanto um conjunto de conhecimentos que poderia ser apropriado por qualquer pessoa, independentemente de sua crença ou religião. Tanto que ele revela que em seu tempo haviam pessoas de outras religiões que aderiam ao Espiritismo sem necessariamente abandonar suas crenças anteriores. Isso faz muito sentido, por exemplo, quando vemos a mediunidade, que é uma faculdade do ser humano. Há indivíduos médiuns em todas ou quase todas as religiões, culturas e sociedades. E, nesse sentido, o Espiritismo pode ser uma ferramenta[4] para auxiliar a entender essa faculdade e a lidar com ela de forma saudável e equilibrada, por exemplo. Dessa forma, vejo o Espiritismo como uma contribuição para o pensamento humano, para a religiosidade das pessoas e para a sociedade. Não o enxergo como um rival de outras denominações, crenças, filosofias, das ciências ou das religiões. Não o enxergo como uma ideia que vai homogeneizar, suplantar, hegemonizar. Vejo ele como um conjunto potente de ideias e valores que tem muito a oferecer e trocar. Vejo o Espiritismo como um estímulo – mas não o único – a uma espiritualidade humanizante, altruísta, livre, consciente, espiritualidade essa que o Pastor Henrique Vieira, no livro O amor como revolução, define da seguinte forma: Espiritualidade é abertura, fundamentalismo é fechamento. Espiritualidade se move nas perguntas, fundamentalismo, em certezas irretocáveis. Espiritualidade é experiência e contemplação, fundamentalismo é doutrina. Espiritualidade se move no amor e na liberdade, fundamentalismo, na culpa e no medo. Espiritualidade transita nas diferenças e percebe a diversidade como expressão sagrada, fundamentalismo vê a diversidade como maldição. Portanto, a experiência religiosa é saudável quando alimenta a espiritualidade sem sufocá-la. (VIEIRA, 2019, p. 65) Em um outro trecho, em outra parte, ele continua: Sendo assim, a espiritualidade não é certeza objetiva, porque transita na dúvida. Espiritualidade não é institucionalizar o Sagrado, fechando-o em dogmas e verdades inabaláveis, mas é o exercício de tatear o Sagrado tal qual um bebê passando os dedos no rosto da mãe. Espiritualidade é mais abertura do que fechamento; mais perguntas do que respostas; mais consolo e caminhada do que benção ou maldição. (VIEIRA, 2019, p. 51) Por fim, em outro trecho, Henrique Vieira arremata sua ideia de Deus e espiritualidade dizendo assim: Gosto de pensar em Deus assim, como o sorrido da Maria. Esse sorriso que é para mim, mas não só. Gosto de pensar no amor de Deus como algo parecido com o que sinto por ela. Deus não é uma verdade fechada, petrificada em um texto e que precisa ser defendido dos hereges. É como amar Maria e saber que não sou o dono dela. Amar a Deus é saber que não o controlo, que ele sorri para outros povos, culturas e religiões. (VIEIRA, 2019, p. 50) Oxalá possamos nos apropriar do Espiritismo de forma que possamos vir a alimentar essa espiritualidade aberta, agregadora, libertadora, acolhedora, aconchegante, humanista e humanizante, empática, horizontal, democrática, que valoriza a diversidade, que nos conecte com algo maior, nos alimente enquanto fé saudável, sadia, altruísta e generosa, que nos faça esperançar e despertar emoções e sentimentos saudáveis, que nos conecte com esse poder superior, essa força da vida que cada povo chama por um nome diferente e que nós aqui no Ocidente denominados de Deus, mas que no fundo é o supremo amor e fonte da vida. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DENIS, Leon. Depois da Morte: exposição da doutrina dos espíritos. 1. ed especial. Rio de Janeiro: FEB, 2008. DENIS, Leon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 32. ed. Brasília: FEB, 2013. DOYLE, Arthur Conan. A História do Espiritualismo: de Swendenborg ao início do século XX [tradução de José Carlos da Silva Silveira]. 1. ed. Brasília: FEB, 2013. KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo [tradução da Redação de Reformador em 1884]. 56. ed. Brasília: FEB, 2013. KARDEC, Allan. Viagem Espírita em 1862 e outras viagens de Kardec [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. 1. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. PEREIRA, Yvonne do Amaral. Pelos Caminhos da Mediunidade Serena. (Obra de entrevistas e textos organização por Pedro Camilo). 3. ed. Bragança Paulista: Instituto Lachatre, 2013. ROSENBERG, Marshall. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006. VIEIRA, Henrique. O Amor como Revolução. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2019. [1] Yvonne Pereira, na obra Pelos Caminhos da Mediunidade Serena, possui observação que julgamos relevante acerca da necessidade de não lermos apenas livros espíritas, mas sim tomarmos contato com literaturas diversas para que, dessa forma, possamos ampliar nossa capacidade de reflexão e nossa visão de mundo, sociedade e mesmo do próprio Espiritismo: “Há ocasiões em que meus guias me recomendam ler obras profanas de todos os tipos, desde que esclareçam e edifiquem a mente. Atermo-nos somente à literatura espírita será exclusivismo que limitará a nossa ação em favor da própria doutrina que defendemos.” (PEREIRA, 2013, p. 91) [2] O escritor escocês Arthur Conan Doyle (2013, p. 15), na obra A história do espiritualismo, escrevendo a respeito da diferença entre os fenômenos de comunicação com os mortos no passado distante e no seu tempo (século XIX) afirma: “A única diferença entre os fatos antigos e o moderno movimento é que aqueles podem ser descritos como episódios de viajantes perdidos de alguma esfera distante, enquanto este último apresenta as características de uma invasão organizada.” [3]Me recordo que a primeira vez que ouvi a menção a esses 5 conceitos como sendo os pilares do Espiritismo foi em uma palestra do Vinicius Lara. [4] Não temos a pretensão de colocar o Espiritismo como a única maneira de aprender a lidar com a mediunidade, pois enquanto doutrina, o Espiritismo é extremamente jovem do ponto de vista histórico e, antes de seu surgimento, muitos médiuns já houveram na face da Terra que utilizaram suas faculdades sem necessariamente conhecê-lo. Além do mais, há outros grupos que lidam com a mediunidade e não são espíritas. Não considero acertado encarar o Espiritismo como único caminho para a educação da mediunidade.
- MPD: Palavras de Agradecimento
Olá, amigos e benfeitores do Movimento Pés Descalços! Estamos aqui, hoje, para agradecer a você pelo apoio dado no último mês, seja através da contribuição mensal na Benfeitora do MPD, pelas doações financeiras pontuais ou pelas doações de itens de higiene e gêneros alimentícios, que permitiram a realização do café da manhã e a entrega de kits de higiene pessoal no domingo, dia 3 de maio. Ficamos muito felizes, pois conseguimos realizar a nossa maior ação nas ruas, tanto pelo número de assistidos quanto pela extensão geográfica. O trabalho durou toda manhã nas ruas dos bairros de Cascadura, Madureira e Marechal Hermes, e distribuiu café da manhã e água para 150 pessoas e 200 kits de higiene pessoal. Os kits continham papel higiênico, pasta e escova de dentes, sabonete, cotonetes, lenços umedecidos e absorventes íntimos para os kits femininos, e máscaras protetoras, que foram confeccionadas e doadas por um amigo querido do MPD. Além dos itens de higiene, os kits também continham um pacote de biscoitos e bombom (seguem algumas fotos em anexo). Estamos atravessando um período muito difícil, onde algumas mazelas sociais vêm à tona e deixam em maior vulnerabilidade os cidadãos mais desfavorecidos. A pandemia, apesar de ter aumentado o sentimento de solidariedade entre as pessoas, afastou muitos companheiros dos trabalhos sociais por se encontrarem em situação de risco de saúde, o que faz aumentar a demanda por ajuda. Mas, não podemos perder as esperanças em dias melhores, sem pandemia, e em que ações como essa não serão necessárias, pois todos terão direito à moradia e alimentação adequada. Enquanto não conseguimos atingir esse objetivo, temos uma ação urgente de tentar amenizar as agruras da vida de muitos irmãos. Esperamos continuar contando com a colaboração de vocês para as atividades dos próximos meses. Nossa próxima saída às ruas será no dia 7 de junho. Se não for possível a colaboração material, espalhe a informação e apresente o trabalho aos amigos e parentes. Grande abraço! Se mantenham seguros! Muita paz! Equipe do Movimento Pés Descalços QUER AJUDAR? Acesse a página do Movimento Pés Descalços em nosso site!
- Isolamento pelo coronavírus reduz distribuição de comida a moradores de rua no RJ
Olá pessoal! Estamos atravessando um período muito difícil em diversos níveis. De forma mais penosa se encontram as pessoas em situação de rua. Além de receberem poucas informações sobre o momento presente e também o acesso muito precário às medidas de higiene necessárias em uma pandemia, tiveram, de forma drástica, uma redução nas doações e auxílios diversos que partiam dos trabalhos sociais focados nesses irmãos e irmãs. Muitos grupos que distribuíam roupas, alimento e outros itens, por diversos motivos, escolheram interromper suas atividades. Não julgamos, visto que muitos companheiros e companheiras que atuam nessas tarefas se encontram dentro dos grupos de risco. Por outro lado, a demanda dos nossos irmãos e irmãs aumentou e aumentará demasiadamente. Assim, estamos, mais uma vez, pedindo a ajuda de vocês! No mês de abril, conseguimos doar 169 kits de higiene, além de oferecer café da manhã e água para 100 pessoas. E isso só foi possível com a sua ajuda! Para a nossa próxima distribuição de kits e cafés da manhã do MPD, que ocorrerá em 03/05/2020, nossa meta será de 200 Kits de higiene, cafés da manhã e água mineral. Para saber mais sobre o MPD, os itens que doamos e como ajudar de outras maneiras, vá até os destaques sobre o MPD, clique no link da bio onde você poderá contribuir com o nosso crowdfunding ou converse conosco no direct do instagram ou no messenger do facebook! 💛💙 Nosso Instagram: @sociedadeespiritasorella Nosso Facebook: @sesorella
- Novidade: Clube do Livro JEAP
Siiiiiiiiiim, você leu certo! 😍 Começaremos um clube do livro aqui na JEAP! 📚❤️ O que esse livro tem a ver com a nossa vida? O que André Luiz propõe pra nossa reflexão? Bora nos debruçar sobre ele juntos? 😃 "Os Mensageiros" é uma obra psicografada por Chico Xavier, de autoria do espírito André Luiz, onde é apresenta experiências de espíritos que reencarnaram com instruções específicas para atingir o aprimoramento pessoal, mas que nem sempre foram bem-sucedidos em suas tarefas. André é escalado para prestar atendimento fraterno na Terra e aprende que o trabalho é fonte de renovação mental e grande passo rumo à construção do bem. ❤️ ⠀ Nosso primeiro encontro será dia 25/04 e debateremos o prefácio e os capítulos 1 e 2. ✨ Fica atento no Instagram da JEAP que será divulgado os capítulos a serem discutidos em cada encontro! Acesse aqui: Instagram JEAP
- COMUNICADO - Atividades continuam suspensas
"Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada domine". 1 Coríntios 6:12 Nessa conhecida recomendação de Paulo aos cristãos de Corinto que hoje é o mundo todo, achamos suficiente reflexão para comunicar que apesar do progressivo relaxamento do isolamento social em nossa cidade, agora com autorização municipal para funcionamento dos templos religiosos permaneceremos com nossos estudos somente por meio digital até que a ciência nos oriente sobre como e quando voltar. Entendemos, enquanto espíritas, que o cuidado com a alma é tão sério e importante quanto os que damos ao corpo físico. Nesse momento, voltar ao convívio social enquanto a contaminação segue crescente, não nos parece prudente ao espírita que, com Kardec, procura acompanhar a ciência humana e dar a ela a mesma voz que damos à sensibilidade religiosa e à reflexão filosófica. Se puder, fique em casa, acompanhe as atividades pela internet e ore, pois a Doutrina Espírita é bem maior que as paredes de nossos Centros. Inscreva-se em nosso canal do Youtube e ative o sininho para receber as notificações de nossas reuniões semanais, aos sábados às 17h! E você também poderá interagir conosco na sala do meet se desejar! Para mais informações vá na aba "Reunião Pública". Acompanhe-nos em nossas redes sociais: Instagram – https://www.instagram.com/sociedadeespiritasorella/ Facebook - https://www.facebook.com/sesorella/ Youtube - https://bit.ly/youtubesesorella
- I Seminário sobre Moral Espírita
Tema: Jesus segundo o espiritismo ☑️ Qual a origem da moral espírita? ☑️ Quem é Jesus na visão do espiritismo e por que ele é considerado um modelo a ser seguido? ☑️ É possível colocar as lições de Jesus na prática? Como? Todas essas questões serão debatidas pelos convidados Daniel Salomão e Ely Matos (autores da obra “Jesus Segundo o Espiritismo”) num evento totalmente on-line e gratuito. 😃 Quando? 🗓️ domingo, 28 de junho de 2020, das 9h às 12h (horário de Brasília). 🖥️📱Onde? No canal da SES no Youtube: https://bit.ly/seminarioses Inscreva-se em nosso canal e ative as notificações.🔔 ou em nossa sala virtual do Google Meet link de acesso disponível em: https://meet.google.com/rpv-pvns-djq
- Movimento Pés Descalços - Agradecimentos de junho
Amigos, nas ruas, todos(as) que vivem em condições de vulnerabilidade social sem o mínimo necessário à vida digna, sofrem duplamente as consequências da pandemia gerada pelo novo coronavírus: em primeiro lugar, têm acesso restrito ao sistema de saúde, sem o acompanhamento médico ideal e sem receber as orientações preventivas para que se evite o contágio pela covid-19; e, em segundo lugar, sofrem com o decréscimo de trabalhos assistenciais voltados a esse público. Mesmo com o Sistema Único de Saúde (SUS), muitas dessas pessoas não conseguem pagar o transporte público, quando necessário, para ir a uma unidade. Como exemplo triste, temos a história de uma mãe que mora com o seu marido sob um viaduto: puérpera, e ainda com muitas dores, não consegue visitar o seu filho que está internado; sua maior preocupação, hoje, é que seu filho seja tomado de suas mãos pelo Estado. Mesmo com grandes dificuldades, as pessoas em situação de rua não estão alheias ao que se passa pelo mundo. Mas como esperar que se protejam? Vão trocar, talvez, a única refeição do dia por uma máscara? Como esperar a quarentena se o “lar” está sob uma marquise compartilhada? Diante dessas inúmeras dificuldades o Movimento Pés Descalços agradece imensamente o auxílio de vocês. O trabalho é pequeno e paliativo, mas necessário! E essa atividade só sobrevive e cresce porque vocês estão atentos e interessados no bem-estar dessas pessoas que são, infelizmente, ignoradas pela maioria. E como prestação de contas, detalhamos as doações deste mês: . Por fim, agradecemos mais uma vez por todo auxílio financeiro, doações diretas, preces e apoios diversos para que essa atividade seja possível. Que Jesus possa abençoar a todos(as)!
- 1° Seminário sobre Moral Espírita
Tema: Jesus segundo o Espiritismo com Daniel Salomão e Ely Matos Realizado em 28/06/2020 Para assistir no Youtube clique aqui .
- Seminário sobre Ciência Espírita
Participe conosco do Seminário sobre Ciência Espírita! O evento será totalmente on-line e gratuito e o nosso expositor é o Elton Rodrigues, que faz parte da Associação Física e Espiritismo (AFE-Rio)! 😃 Domingo, 13 de dezembro de 2020, de 9h às 12h, em nosso canal no Youtube. Acesse aqui
- Seminário sobre Identidade de Gênero e Orientação Sexual à luz do Espírito Imortal
com Carol de Santi e Rodrigo Brant Realizado em 30/08/2020 Para assistir no Youtube clique aqui . Os slides dos convidados foram disponibilizados para download.
- 1º Seminário sobre Autores Espíritas Clássicos
Tema: Livro Somos Pequenos Deuses na Terra com Thiago Barbosa Realizado em 26/07/2020 Para assistir no Youtube clique aqui .










