A leitura e o estudo como fonte de prazer
- mariamagdalaam
- 18 de jan.
- 4 min de leitura
por Magdala Monteiro
“O estudo é a fonte de suaves e nobres prazeres; liberta-nos das preocupações vulgares e nos faz esquecer as tribulações da vida. (...) O livro é um amigo sincero, bem-vindo tanto nos dias felizes quanto nos dias ruins”.
Assevera o nosso querido filósofo espírita, Léon Denis, em sua obra, Depois da Morte, referindo-se a dedicação de uma leitura útil, que instrui, consola, anima, diverte e ainda propicia conhecimento.
O prazer que se tem ao participar das ideias daquele que gravou através de seus escritos, os pensamentos que alimentava, é inenarrável. Além de ser também uma grande oportunidade de comunicação pelo pensamento que estabelecemos com o autor escolhido. Podemos identificar em cada autor lido, o valor de sua alma inscrita em cada linha de suas obras.
Você já experimentou identificar a ideia de um autor?
Denis indaga:
“Não será uma das raras felicidades desse mundo comunicar-se pelo pensamento com os grandes espíritos de todos os séculos e de todos os países?”
Ele acrescenta ainda que os grandes espíritos que já se comunicaram conosco através a variedade de literatura:
(...) “Puseram no livro o melhor da sua inteligência e do seu coração. Conduzem-nos pela mão através dos dédalos da História; guiam-nos para as altas regiões da Ciência, da Arte, da Literatura. Ao contato dessas obras que constituem os mais preciosos bens da Humanidade, compulsando esses arquivos sagrados, sentimo-nos engrandecer, sentimo-nos orgulhosos... A irradiação de seu pensamento estende-se sobre nossas almas, reaquece-as, exalta-as. Saibamos escolher bons livros e habituemo-nos a viver no meio deles” (...)
Pausemos para um momento reflexivo:
Será que andamos demasiadamente ocupados para escolhermos uma boa leitura e nos beneficiarmos dela, e ainda criarmos meios e recursos para divulgarmos o conhecimento adquirido?
Para ilustrar o questionamento, destaco o que dizem os especialistas modernos sobre adquirir o hábito de ler e estudar: há a necessidade de se escolher um ambiente adequado para ler, estudar; buscar conhecer sobre o autor da leitura; fazer reflexões sobre o que lê e ainda ter um planejamento das leituras e dos estudos. São estratégias que nos oferecem para um bom aproveitamento.
Ao fazermos uma rápida pesquisa no dicionário, vamos encontrar a palavra estudo como: o processo em que uma pessoa se dedica em buscar informação útil sobre determinado assunto ou disciplina.
Parece-nos que seja assim que realinhamos nossas ideias e nos mantemos em uma linha de pensamento, percebendo e sentindo a vida que se realiza no contato com as melhores ideias, a fim de descobrirmos que potenciais detemos, e à serviço de que estão, pois esse pensar não se destina a ficar guardado, mas é para ser ativado, desenvolvido diariamente.
Marilena Chaui, filósofa, nossa contemporânea, defende a importância do estudo, porque o vê como ato que favorece a emancipação das criaturas e a formação de cidadãos críticos, que ao se desenvolverem reproduzem o conhecimento, intervindo na sociedade. Estudar é um processo que promove a criatividade, é político em sua essência, pois indivíduos que aprendem que ações, em sua comunidade são melhores para todos, não se coloca como um mero objeto para atender ao mercado de trabalho.
Se o objetivo é nos tornamos ativos e críticos, como Chauí diz, capazes de pensar no todo, pergunto: por onde andam as nossas preocupações quando se trata de obtenção de conhecimento?
Que tipos de leituras ocupam as nossas mentes no cotidiano?
Será um exagero ter tanta preocupação, quanto as escolhas com a leitura que devemos eleger?
Acredito que o hábito do estudo propicia que nossos potenciais se expandam e então emitamos sentimentos que são dádivas aos que conosco compartilham os caminhos. E assim promovemos muitas oportunidades de iluminar mentes sedentas de conhecer, para também se autorrealizarem.
A nossa divulgação pode ser tocha, que clareia estradas!
O tempo presente é feito de dias difíceis, vive-se às voltas com lutas que parecem intermináveis, mas a leitura, o estudo, a dedicação de alguma hora do nosso dia podem favorecer boas ideias e ações para o bem comum.
Quando os males vão passar, não sabemos, mas o bem há de prevalecer. Quando nos informamos, iluminamos as nossas trilhas e contagiamos os outros.
Os espíritos luminares que a história nos lembra, deixaram legados, muitas vezes com ideias que trouxeram a revolução de pensamentos, modificando o que antes estava estabelecido e que já não atendia mais aos ideais das criaturas. Porque ao dialogarem com novos conhecimentos, duvidaram, raciocinaram, refletiram e buscaram compreender que novos caminhos podiam seguir e sugerir.
Não duvidemos do esforço envidado por aqueles que se debruçaram a escrever suas obras ricas de reflexões e nos brindar com o prazer de ler, estudar, pensar e apreender. O nosso entendimento cada vez maior da realidade da vida se faz através do exercício de meditar sobre as questões para agirmos com sabedoria.
É através do estudo contínuo que mantemos as nossas mentes dirigidas, que escapamos do desequilíbrio mental, onde as inquietações, inseguranças e ilusões não encontram guarida. O coração que busca a boa leitura, o perquirir permanente, cria recursos internos para manter-se firme diante das circunstâncias, com a mente direcionada para o bem-estar próprio, social e espiritual, desvendando o porquê da vida.
E você tem dedicado alguns minutos a leitura?





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