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Irradiações na reunião mediúnica

  • mariamagdalaam
  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Por Gabriel Lopes Garcia


As comunicações dos Espíritos são a atividade principal da reunião mediúnica, mas não é a única que realizamos nestes encontros regulares. Uma outra prática bastante comum é aquela conhecida como irradiação. Trata-se de uma ação mental coletiva, realizada pelos encarnados em conjunto com os desencarnados, que atuam sobre os fluidos espirituais, usando pensamento e vontade, dotando-os de propriedades e qualidades de interesse no contexto, e os direcionam para as pessoas sujeitas da atenção do grupo.


A irradiação viaja, por analogia, na forma de “ondas” de pensamentos, enviadas ao Espírito, “vivo” ou “morto”, onde quer que se encontre, pois a distância física não é obstáculo. O trabalho é essencialmente mental, conduzido por alguém que usa da palavra e vai direcionando o grupo para focar vontade e pensamento em determinadas pessoas, com propósitos específicos para cada um que é lembrado. Quem está à frente vai dizendo explicitamente esses objetivos e o contexto de cada criatura alvo da irradiação para favorecer a compreensão e, portanto, a participação ativa de todos.


Um grupo que está coeso, como uma orquestra funcionando harmonicamente, melhora a qualidade e potencializa sua capacidade de ação fluídica. A irradiação beneficia também aqueles que dela se ocupam, pois: ajuda a desenvolver a solidariedade perante a dificuldade alheia; treina a concentração mental e o uso do pensamento focado; ensina o respeito na partilha das próprias questões e/ou a escutar a experiência dos outros; e exercita a elevação mental, colocando intimidade em mais elevado patamar de vibração.

Da minha observação limitada, percebi que o mais habitual é de se fazer a irradiação depois das comunicações mediúnicas. Existem, por sua vez, reuniões criadas especificamente com esta finalidade de irradiar para as pessoas que deixam seus pedidos em caixas nos centros espíritas. O papel para mim é suporte de memória. Anotamos para lembrar das pessoas e dos pedidos e para registrar alguns detalhes. Pedaços de papel, caderninho etc., tanto faz. O que importa é o sentimento.


Lembro-me com carinho das reuniões no centro familiar no quintal da casa de minha avó paterna: tinha um caderno de atas no qual se anotavam os nomes para irradiação, a começar por todos os parentes, encarnados e desencarnados. O ritual era repetido em toda sessão. Mais do que simplesmente anotar, era uma manifestação de carinho, uma retomada semanal que já valia por uma espécie de vibração inicial positiva. Sempre digo isso para as pessoas que me perguntam sobre esse tema. O fato de anotar o nome de alguém em um pedaço de papel já é valioso, pois é fruto de uma mobilização oracional sincera.


Suicídios em foco

Estudar a obra e a vida da médium Yvonne do Amaral Pereira tem me ensinado a desenvolver um profundo respeito pela questão do suicídio em uma perspectiva espírita humanista. Dela aprendi, dentre outras coisas, a lembrar-me sempre dos irmãos que retornaram ao mundo espiritual pela opção do autocídio. Acredito que é uma forma de contribuirmos com todos os envolvidos na delicada situação, ao mesmo tempo educando-nos para abandonar os julgamentos sumários, as leituras apressadas do ato e o moralismo rígido com os Espíritos suicidas.

São as primeiras pessoas de quem me lembro ao conduzir uma irradiação, rogando à Deus, nossa Mãe generosa, que os acolha onde quer que se encontrem, e que recebam nosso carinho, nossas melhores vibrações muito positivas desejando a renovação da esperança em seus corações, na certeza de que terão as oportunidades para se reequilibrar e se repararem diante da própria consciência. Que sintam o amor divino incondicional que lhes favorecerá, em tempo propício, as chances de recomeço.


Nesse mesmo contexto, irradiamos em favor das pessoas encarnadas que têm ideações autocidas bem como para aquelas que já fizeram uma ou mais tentativas de suicidar-se. Rogamos aos Espíritos trabalhadores do bem que encontrem caminhos de chegar ao coração delas e as auxiliar no sofrimento que lhes extingue o ânimo de viver. Pedimos que se abram ao auxílio espiritual que vem de tantas formas criativas e se permitam ser cuidadas nessa fase tão difícil.

Finalmente, também pedimos em favor dos “órfãos” dos suicidas, aqueles que têm de lidar com a perda de alguém de modo tão abrupto. Que não alimentem culpas indevidas pelo que aconteceu, que recebam o conforto possível diante do quadro e que consigam ressignificar suas vidas e dar prosseguimento aos seus propósitos reencarnatórios, guardando a certeza do reencontro com os amados em um futuro apropriado.


Vibramos em favor de pessoas e instituições que trabalham na prevenção e na posvenção do suicídio, pedindo que sempre encontrem as pessoas e os recursos necessários para cumprir sua tarefa. E rogamos a intervenção espiritual para frear o sadismo de infelizes, deste e do outro plano, que incentivam e ensinam as práticas de suicídio, por vingança pessoal ou perversidade sem destinatário específico.


Abrindo o leque

As vibrações podem ser destinadas a qualquer pessoa que esteja no “radar” do grupo, a começar por aquelas próximas aos integrantes, que façam pedidos de suporte espiritual. Às vezes são familiares em terras distantes passando por agruras; de outras vezes parentes com graves problemas de saúde; pode também ser um companheiro de atividade mediúnica, afastado, por transtorno mental ou desafios da vida familiar; alguém com um pedido específico de ajuda e por aí vai.

Habitualmente nos lembramos de irradiar em favor das instituições de saúde (hospital, postinho, UPA etc.), pedindo tanto em favor dos adoentados, quanto pelos seus acompanhantes (quem cuida também precisa ser cuidado) e pelos trabalhadores desses locais. Para todos rogamos que recebam os fluidos, as presenças e os conselhos espirituais que lhes sejam os mais adequados, pois sabemos que a saúde do corpo e da mente são bens valiosos e ficamos amuados em sua ausência.


Finalmente, podemos pedir também em nosso próprio favor e daqueles que amamos! Temos por hábito mentalizar cada cômodo da nossa casa, irradiando fluidos positivos, salutares, que gerem um ambiente de harmonia e de proteção espiritual, envolvendo todos que ali residem conosco. Frequentemente, no momento da irradiação, sentimos com mais intensidade a presença amorosa dos Espíritos amigos, que nos envolvem em sua atmosfera fluídica. Irradiar, portanto, é uma atividade que nos liga às necessidades dos outros e às nossas, produzindo efeitos calmantes, recuperação das perdas fluídicas, e facilitando a ação dos Bons Espíritos. Os fluidos espirituais assim trabalhados agem sobre o físico tanto quanto sobre o moral.

 
 
 

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