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Refletindo sobre ontem, hoje e amanhã

  • 21 de fev.
  • 6 min de leitura

Por Magdala Monteiro

A rememoração dos dias passados e das últimas realizações não é tarefa fácil!

Mas e se observarmos que durante essa atividade podem surgir ideias, que em princípio não nos ocorreriam?

Dá o que pensar!

A promoção do nosso olhar para o dia de hoje é bastante reflexiva, pois pede um pouco mais de atenção para os momentos iniciais de um novo ciclo, onde a avaliação de nossos comportamentos no cotidiano entra em cena. Se inicia a identificação do que realizamos ontem, que se reflete agora e quem sabe se reconstruirá amanhã.

Reflitamos sobre uma determinada questão: e se não estivermos sozinhos nessa empreitada?

Para quem está afeito aos estudos do campo espiritual, é sabedor que vivemos próximos de um mundo rico de imagens e experiências, onde ideias paralelamente se tornam reais, embora sejam mais claras para uns do que para outros. Mas quando se evoca a espiritualidade que envolve cada qual, independente de uma percepção ou conexão precisa, o amparo chega.

Ilustrando a reflexão, Léon Denis nos informa na obra “O Mundo invisível e a guerra”:

(,,,)“O Espiritismo tem por finalidade familiarizar-nos com esse mundo pouco conhecido, com essas aptidões da alma que, quando está purificada e se desprendeu dos ambientes grosseiros, pode reproduzir os ecos, as vozes e as harmonias dos mundos superiores, tornando-se fonte de inspiração, de socorro e de luz por onde o influxo exterior desce até nós para nos retemperar e nos robustecer... É, principalmente, reprimindo tudo o que venha do eu egoísta que facilitamos a penetração das influências superiores.(...)

Você se sente capaz de ter um olhar apurado para essa questão?

A verdade é que todos somos conduzidos por outros mais experientes, que nos antecederam e nos inspiram para que alcancemos novas conquistas. Em muitas situações da vida nos acomodamos, os planos se frustram, enquanto as mudanças se tornam raras ou não são tão bem administradas. Mas os esforços sempre são nossos, e a ajuda sempre vem, e se as percepções estão apuradas, obtém-se a melhor condução, até nas situações mais implicadas, que nos são sugeridas através recados de terceiros, pelos sonhos ou pelas intuições.

De posse desse aparato, a sugestão é que o primeiro passo seja dirigido ao que idealizamos, que beneficiará tanto a nós mesmos, como terceiros, rumo à prosperidade.

O apoio recebido durante os dias de nossas vidas por serem múltiplos, vindos de todos os lados, algumas vezes chegam a ser explícitos, outras vezes é preciso maior atenção.

A vida moderna favorece que fiquemos envolvidos com inúmeras coisas, tudo ao mesmo tempo, mas muitas das vezes as criaturas se acomodam nas suas casas, com a sua tv, o joguinho no celular (comum entre crianças, jovens, mas também com adultos), esse último promovendo o distanciamento uns dos outros. Aliás um grande fator da vida moderna importante para a meditação de todos.

Já reparam como o alerta para o tempo ser bem utilizado e o alerta para se enxergar o nosso bem-estar, é grande?

        Existe um alerta antigo, conta mais de dois mil anos, que é o “vigiai” (a si mesmo, aos próprios atos), é um facilitador a direcionar o olhar para a realidade e manter-se sob controle de si, e se distanciar da fantasia desmesurada que o mundo moderno oferece, e que remete a aceitação de qualquer demanda, sem pensar, privilegiando a acomodação.

Abandonar o comodismo é tarefa urgente, pois ele não permite o nosso crescimento e consequentemente sugere a falta do domínio de si mesmo, nos adoecendo.

Se insistimos apenas no nosso “conforto” adquirimos doenças do corpo e da mente, que se refletirão futuramente.

Os estudos da neurociência relatam que acomodar-se em busca de conforto excessivo não é um estilo de vida a se escolher, porque ao se tornar crônico muda o comportamento, induz o cérebro a promover “atrofia estrutural”, os sinais aparecem no corpo, desenvolvendo doenças. A inatividade fornece a esse cérebro que necessita da repetição, conexões neurais associadas à preguiça, desmotivando o corpo, que precisa de movimento. Esses estudos comprovam o quanto as questões mentais estão sendo comprometidas pelos distúrbios causados pelo próprio ser humano,  que desatento e confortavelmente instalado no seu sofá não permite a função da neuroplasticidade que molda o cérebro, à serviço do seu bem-estar.

Conforme Carla Tieppo, neurocientista brasileira, autora do livro “Uma viagem pelo cérebro: a via rápida para entender Neurociência” vai explorar entre outros temas que “o comodismo” é a inércia sináptica. O cérebro prefere o caminho conhecido porque ele é "barato". A plasticidade é a ferramenta que temos para vencer essa inércia, mas ela exige um investimento inicial de energia (vontade e repetição) que o cérebro, por instinto, tenta evitar.

       Parar, pensar e agir são as melhores propostas na manutenção de um raciocínio iluminado, que enxerga os benefícios. Há pequenas estratégias para atingirmos as metas, o objetivo que delinearmos para os nossos dias.

E este momento vivido, agora, é único para nós!!!!

    Se o aprendizado de enxergar ao redor: ver as habilidades das pessoas, reconhecer que  atividades são necessárias, o que já foi obtido, o que não se pode ter hoje, entendendo a situação de cada qual, não nos fizer melhores, não haverá compreensão de que estamos no caminho escolhido, que seja de nos desvencilharmos das velhas mazelas, que muito pesam, mais na alma do que no corpo.

Um grande motivo para sair da comodidade e atuar por melhores aspirações, por desejos que construam o bem comum é focar na própria meta. Mas não esqueçamos dos pequenos autocuidados, de construção diária de novos hábitos, estimulando a criatividade ao redor. Quando somos capazes de oferecer, é porque construímos internamente e então as questões dos outros nos fará multiplicadores de boas resoluções, que somem no entorno.

    A conquista de um degrau a mais na escala evolutiva, não é a de ficar trabalhando exaustivamente, mas visualizar na vivência terrestre qual é a nossa parte, onde estamos, preenchendo o nosso mais íntimo da forma mais plena possível, onde o bem-estar é de todos, e o crescimento é coletivo.

Um calendário acabou de ser observado, e agora estamos a observar um novo, prontinho, nos oferecendo oportunidades de reconstruir o que não ficou bem resolvido. No aguardo por novos dias, diferentes e melhores, sejamos cientes que milagrosamente não se modificarão.

Apesar dos novos desejos e da divulgação ampla pela busca da felicidade seja o “ter” cada vez mais, que fique claro: apesar da oferta de fórmulas mirabolantes para tanto, a conquista só vem se pusermos em prática o nosso planejamento, de olho em todos os alertas já elencados. Não contemos com a boa sorte para angariar prosperidade.

Algumas festas encerram-se com inúmeras comemorações, inclusive a de uma grande confraternização para que os novos dias sejam coroados de benefícios e esperanças. Mas as cidades permanecem ornamentadas, em contínua festa, todos se enfeitam, e o comércio permanece em busca de clientes que já gastaram o que tinham, oferecendo novas aquisições para obter um tanto mais, mantendo assim os grandes negócios...

Imprescindível continuar na busca, pois teremos que resolver os nossos inúmeros problemas, e até solucionando alguns de outros, com ou sem festividades.

As minhas últimas palavras não são de pessimismo, ou contra as festividades, mas reflexiva, porque problemas sempre teremos, e o aprendizado é que a partir deles nos movemos, em direção ao progresso.

Onde a nossa maior preocupação? Com o que passou, com o que estamos vivenciando ou com o que virá a ser?

O amanhã está próximo e as novas conjunturas também!

A partir de agora, novas rotas estão sendo traçadas e a realização é grandiosa, certos de que o poder de modificar está em nossas mentes e mãos.

Lembremos: a plasticidade é a ferramenta que temos para vencer a inércia sináptica.

Para manter a plasticidade em alta, o cérebro precisa de desafio. A novidade é o combustível que força os neurônios a buscarem novas conexões.

Dediquemo-nos a leitura, a observação, a reflexão e a meditação das coisas do mundo, pois assim a nossa atenção, a nossa memória e a nossa saúde estarão garantidas e estabeleceremos pequenas regras para que nossa conduta seja a melhor e aos poucos as coisas sejam modificadas.

Sem esquecer que o socorro da espiritualidade é constante, é diário, aprendamos  a nos manter conectados, pois muitas vezes atrapalhados conosco mesmo, não percebemos o apoio incondicional dos nossos queridos.

À propósito desse amparo trago a experiência de Alan Kardec, registrada em Obras Póstumas, no capítulo “Meu guia espiritual”, quando ele questiona:

“- Dissestes que seríeis para mim um guia que me ajudaríeis e me protegeríeis; compreendo esta proteção e seu objetivo numa certa ordem de coisas, mas, poderíeis me dizer se esta proteção se estende também às coisas materiais da vida? Recebeu como resposta: - Nesse mundo, a vida material representa muito; não te ajudar a viver, seria não te amar.”

A reflexão para viver o hoje, reconstruindo a partir do que foi ontem e vivermos um amanhã estruturado é básica: promover a construção do cotidiano, com proatividade e com fé no apoio que recebemos para a realização do bem-estar a nossa volta.

Trabalhar pela evolução é saber do potencial interior e favorecer a outros a informação, o acolhimento e o amparo.

As leis naturais nos impulsionam ao progresso, que estimula todos os seres humanos a utilizar a sua capacidade de pensar, raciocinar, criar e favorecer o crescimento a sua volta. Essa é a grande revolução a ser feita em nossas vidas.

A noção da imortalidade nos dá a força e a coragem de ser e de realizar no entorno com alegria, renovando ideias, criando recursos, usando as habilidades à serviço do bem comum.

Em nós há o grande fator motivador que é nossa capacidade criativa que impede a acomodação, e nos move por novos caminhos, aspirando, desejando a reconstrução de um mundo mais justo e solidário.

            Feliz hoje!!

 

 
 
 

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